Mulheres do Agro: o novo perfil feminino no campo

A participação feminina no agronegócio só cresce no Brasil. Em um meio tradicionalmente conhecido como masculino, mulheres de todas as regiões do país enfrentam o preconceito e encontram seu lugar para se destacar nesse setor

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), as mulheres representam 45% da força de trabalho agrícola em países em desenvolvimento, como Brasil

Apesar disso, menos de 20% delas estão em cargos de chefia. De acordo com o último Censo Agropecuário, realizado em 2017 pelo IBGE, há pouco menos de 1 milhão de mulheres atuando no comando de propriedades rurais, um aumento de 38% em 10 anos. A maioria desses estabelecimentos com direção feminina estão localizados na Região Nordeste.

Heloise Bergamo e Camila Soares são duas dessas mulheres. As produtoras rurais estão à frente da BomVerdi e da Casa D’Alacqua, respectivamente, integrando o grupo de mulheres que administram os estabelecimentos rurais.

Elas representam o novo perfil das mulheres do agro: mais jovem, super capacitada e que usa muita tecnologia. É o que aponta a 7ª Pesquisa de Hábitos do Produtor Rural da Associação Brasileira de Marketing Rural (ABMRA). 

O campo está mais jovem, com idade entre 26 e 40 anos, e muito mais integrados a soluções tecnológicas. O estudo, que foi realizado, com 2800 agropecuaristas, apontou  também que a presença feminina no Agro triplicou entre 2013 e 2017.

Dos entrevistados, 89% acreditam que a presença feminina é muito importante para a administração dos estabelecimentos rurais.

Para Heloise, que se autointitula empreendedora, vê a presença feminina como algo natural no Agro. Inspirada pela trajetória de suas bisavós e avós, que também atuavam no campo, ela busca maneiras de integrar ainda mais mulheres nesse ramo. “Hoje, aqui na BomVerdi, nós temos 70% de mão de obra feminina. Nós acreditamos que não há diferença entre homens e mulheres quando o foco é o trabalho”, conta a produtora.  Ao contratar mulheres, colabora com a conquista do espaço feminino nesse ramo.

 

Assim como tantas outras mulheres, é uma grande entusiasta do empreendedorismo feminino no Agro, que só cresce no Brasil. De acordo com uma pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), entre as mulheres que atuam no agro, por volta de 45% delas tocam seu próprio negócio.

Apesar de hoje elas encontrarem mais espaço nesse meio, Camila ainda enfrenta algumas dificuldades. “Hoje, por ser mulher nesse ramo, encontro muitos desafios, principalmente comerciais. É uma área muito masculina”, revela a produtora. Segundo ela, a gestão feminina é desvalorizada. “Às vezes, eu encontro algumas barreiras para a entrada no mercado, negociações. Eu vejo que as pessoas ainda têm muita dificuldade em aceitar uma mulher à frente de um negócio como esse”, completa.

E Camila não é a única. Segundo a Associação Brasileira de Agronegócio (Abag), 44,2% das mulheres relatam que já sofreram preconceito de maneira evidente e 30%, sofreram de maneira sutil. Elas dizem que seu conhecimento, sua capacidade de negociação ou sua seriedade já foram colocados em xeque em algum momento.

Assim como nos demais setores, as desigualdades entre os gêneros são encontradas também na remuneração. De acordo com o Cepea, entre 2014 e 2015, nas atividades rurais, as mulheres ainda recebiam cerca de 25% a menos do que os homens.

Apesar disso, o cenário é bastante otimista: em 10 anos, a remuneração das trabalhadoras rurais cresceu em 57%. Esse aumento se dá por conta de alguns fatores, como a região geográfica (6,22%) e a idade dessas mulheres (6,56%). Mas o que mais influencia a melhora da renda delas é a profissionalização, que elevam os salários femininos em quase 22%!

Para Lélia Benfica, que participou da última edição do Curso de Hidroponia Presencial da HG Academy, estudar é fundamental para aperfeiçoar sua produção. “Estou saindo muito feliz e maravilhada com essa possibilidade de ver funcionando, do networking que acontece, compartilhar experiências com outros produtores, ver que não estou sozinha”, afirmou a produtora de Minas Gerais.

 

Essas três mulheres fortes e que nos inspiram são clientes e parceiras Hidrogood

A Hidrogood acredita que o conhecimento e a tecnologia são essenciais para a emancipação de produtoras de todo o país. Com nossos cursos, nossos sistemas de plantio e suporte buscamos oferecer mais eficiência para rotina de cada uma dessas clientes, para que elas possam se dedicar ao desafio de conquistar seu lugar nesse ramo predominantemente masculino.

 

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