Panorama do Manejo Fitossanitário de Pythium em Alface
Nos últimos anos, o avanço dos sistemas hidropônicos intensificou a atenção para um velho conhecido da produção de alface: o Pythium, agente responsável pela podridão-radicular e um dos principais limitadores de produtividade em ambientes de cultivos hidropônico, com o destaque ao NFT e ao HPM.

A doença ganhou relevância considerável, que passou a exigir não apenas atenção constante, mas também um conjunto de estratégias fundamentadas em pesquisa, manejo e boas práticas de produção. E é exatamente aqui que a ciência recente tem trazido respostas importantes para o produtor.

Assim, este Hidrogood News objetiva destacar alguns pontos relevantes para a “convivência” com este fungo causador de problemas na hidroponia.
Além de tecnologias que reduzam a temperatura da estufa, tais como perfis apropriados para o cultivo de hortaliças e estufas bem dimensionadas para o clima e microclima da região, o uso do peróxido de hidrogênio (H₂O₂) 10 volumes, com dosagem de 70 mL/1000 L a casa dois dias, vem se consolidando como uma ferramenta viável dentro do manejo integrado.

Estudos atualizados mostram que, quando utilizado de forma criteriosa, tanto na dosagem quanto na frequência, o produto pode reduzir a severidade da doença e ainda melhorar a oxigenação do sistema. É importante reforçar que não se trata de uma solução isolada nem milagrosa: o H₂O₂, também conhecido como água oxigenada, é uma peça dentro do sistema, e sua eficiência depende do contexto sanitário, do estágio da cultura e da disciplina do manejo.
Outro ponto relevante é a evolução no uso de biocontrole, especialmente com bactérias endofíticas do gênero Pseudomonas. A literatura recente confirma que determinadas cepas conseguem colonizar a raiz, competir com o patógeno e modular respostas metabólicas da planta.
Na prática, isso significa plantas mais equilibradas e com menor impacto frente ao ataque do Pythium. Para o produtor, essa tecnologia representa uma alternativa sustentável, compatível com sistemas hidropônicos e alinhada às tendências modernas do setor.
Mas talvez o aspecto mais crítico, e onde muitos problemas realmente começam, esteja na gestão sanitária do sistema. A contaminação persistente em perfis, caixa d’água, tubulações de drenagem, bancadas e ferramentas tem sido apontada como uma das principais fontes de reinfestação.
De fato, não adianta tratar a solução nutritiva se o circuito ainda abriga inóculo ativo. A literatura reforça que a higienização entre safras, combinada com desinfecção adequada, é um dos pilares que determinam o sucesso de qualquer estratégia adotada depois.
Fato merecedor de destaque é que o Pythium responde de forma diferente a fatores como fluxo, oxigenação, temperatura do ambiente, da solução nutritiva e até salinidade da solução. Pequenos pontos de estagnação no sistema NFT, por exemplo, criam zonas de risco que muitas vezes passam despercebidas. Por isso, monitoramento contínuo, ajustes de engenharia e atenção ao comportamento da solução são tão importantes quanto qualquer produto aplicado.
Somado a isso, estudos mais recentes sobre o metabolismo da alface infectada têm ampliado o entendimento das respostas fisiológicas da planta. Essa linha de pesquisa abre espaço para desenvolvimentos futuros, seja na área de bioestimulação, seja na seleção de materiais mais tolerantes.
Assim, algumas recomendações práticas para manejo de Pythium em alface hidropônica, são importantes: uso de mudas saudáveis: evitar que mudas já contaminadas entrem no sistema é uma das medidas mais efetivas, além do monitoramento rotineiro da solução nutritiva de as raízes das plantas para identificação de sinais de Pythium, e tenha um protocolo de diagnóstico para agir rápido.
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