Boas práticas em tempos de pandemia

É de conhecimento mundial que o novo coronavírus (COVID-19) tem afetado diversos setores da sociedade. Neste cenário, a cadeia produtiva de alimentos também está sofrendo os impactos. As indústrias de alimentos e distribuidoras já estão sob forte pressão devido ao aumento dos custos de transporte. Por outro lado, enquanto o setor de turismo e transporte tem uma queda significativa, o faturamento de Supermercados e Hipermercados têm um considerável aumento. 

Neste momento o agro tem um papel fundamental de manter suas atividades, garantindo o abastecimento e o acesso da população aos alimentos. É importante que a produção continue avançando e, para isso, tecnologias e inovação são essenciais, já que o setor agro também será impactado em algum nível dependendo das ações tomadas nos demais setores, especialmente aqueles responsáveis pelo fornecimento de insumos, escoamento da produção e beneficiamento dos alimentos.

O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou a importância da não paralisação dos serviços essenciais e a importância do agronegócio nesta crise. “Sem alimento não adianta a gente fazer luta. Quem está segurando a economia desse país é o agro”. Por todo o Brasil, os agricultores estão encontrando formas de continuar produzindo em meio ao caos da pandemia com toda a segurança recomendada pelo Ministério da Saúde. 

O setor continua a produzir arroz, feijão, soja, milho, leite, ovo, carne, frutas, legumes e verduras. Também continua a enviar álcool de cana e biodiesel para que tudo continue chegando, para que a vida do brasileiro não pare, mesmo em isolamento social. O agro não para e nem vai parar.

Com tudo isso, redes que recebem alimentos (Supermercados, restaurantes, etc) adotaram medidas de monitoramento e rastreabilidade dos fornecedores de suprimentos para garantir que tenham uma boa gestão de estoque para atender de forma mais segura seus clientes e conter o aumento dos preços. A OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu recomendações de precaução, entre elas boas práticas de higiene e como manusear e preparar alimentos e evitar uma possível contaminação cruzada entre alimentos cozidos e não cozidos.

Vale ressaltar aqui que ainda não temos conhecimento de nenhum caso de transmissão do covid-19 através de alimentos e suas embalagens, porém, quando se trata de segurança do alimento, é preciso observar alguns comportamentos e hábitos que podem influenciar direta ou indiretamente na transmissão do vírus, como grandes aglomerações em mercados e restaurantes, que aumentam as chances de contaminação. 

É claro que, todos que lidam com a cadeia produtiva de alimentos, devem possuir responsabilidades e estar de acordo com a legislação alimentar, além de manter práticas de higiene adequadas o tempo todo. Já que ainda não há vacinas para o coronavírus, a melhor maneira é evitar a exposição ao vírus. O Organização Mundial Saúde recomenda boas práticas para isso, confira:

  • Higienização: Todos os colaboradores devem higienizar corretamente as mãos e braços com água e sabão ou álcool 70%. Para secar-se dê preferência para o papel toalha.
  • Pense no próximo: Deixe disponível o álcool 70%, tanto para seus funcionários quanto para clientes, em pontos essenciais ou áreas onde eles manipulam os alimentos.

  • Procedimentos de Boas Práticas: Se a sua empresa não possui procedimentos de boas práticas para manipular os alimentos, está mais do que na hora de adotar.

  • Limpe as superfícies: Toda área tocada por funcionários e clientes (bancadas, gôndolas, carrinhos, banheiros, torneiras,etc) deve ser periodicamente limpa e desinfectada. Você pode utilizar desinfetante com cloro (1g para 1L) ou com dióxido de cloro (0,5g para 1L) por 30 minutos e, depois, com água limpa.

  • Atente-se para a circulação de pessoas: Evite filas, aglomerações e mantenha os ambientes ventilados, limpos e organizados, bem como o estoque de alimentos.

  • Dê atenção para seus clientes: Além de garantir os cuidados com a saúde de todos, alie a boa gestão com uma comunicação clara. Converse com seus clientes e os deixe cientes de que sua produção está tomando todos os cuidados necessários.

  • Preste atenção à sua equipe: Qualquer sinal de gripe deve ser tratado com maior cuidado. Dispense seus funcionários que apresentem qualquer sintoma e os oriente a ficar em casa. 

Vale lembrar que o COVID-19 é transmitido a partir de gotículas de saliva (tosse, espirro, saliva, etc), toque ou aperto de mãos, objetos e ar contaminados. A doença é similar a uma gripe, mas em casos mais graves pode apresentar falta de ar. Caso esse sintoma apareça é a hora de buscar um hospital. Em caso contrário a recomendação é permanecer em casa para evitar contato com pessoas e a disseminação da doença.

Então, em um momento como o que estamos vivendo, o diferencial do produtor deve estar na segurança e qualidade do alimento. Esse cuidado reflete em preocupar-se com todos os riscos para o consumidor e para os funcionários. As boas práticas agropecuárias e industriais e a rastreabilidade de alimentos contribuem e facilitam o controle de qualidade e segurança do alimento.

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