Hidrogood News: Cultivo de tomate em sistema hidropônico: a importância da enxertia

Por: Dr. Gláucio da Cruz Genuino, especialista em Nutrição Mineral de plantas.

Por definição, a enxertia é um método de propagação vegetativa que se caracteriza pela união de duas plantas, com formação de uma única planta com características que favoreçam o estabelecimento desta em condições adversas.

A junção das partes das plantas caracteriza-se uma planta enxertada, onde se têm o cavalo ou porta-enxerto, possuidor de características importantes, tais como: Resistência a doenças de solo, vigor, sistema radicular com boa formação e eficiência na absorção de nutrientes, com o cavaleiro ou enxerto, que é a parte superior, da qual se espera altas produtividades e frutos de excelente valor comercial, contendo qualidades organolépticas importantes, com alta concentração de sólidos solúveis e baixa acidez.

A prática da enxertia em hortaliças destaca-se em regiões tropicais, por ser uma técnica com alto potencial de eficiência no controle das doenças de solo. Entretanto e comparativamente aos países com alto desenvolvimento na tomaticultura, tais como a Espanha pode-se destacar que a aplicação desta tecnologia é recente no cultivo hidropônico do tomate brasileiro (a enxertia em tomateiro é uma técnica consolidada no Japão desde 1960).

Destaca-se também que tais restrições na difusão tecnológica da enxertia por parte do produtor de tomate no Brasil são devidas a vários fatores, tais como: demora no surgimento de viveiros com domínio da “técnica da enxeria”; dificuldades no estabelecimento de portas-enxerto tolerantes e resistentes às doenças de solo, principalmente à Ralstonia solanacearum, uma bactéria que causa danos severos e perdas produtivas acima de 70% em regiões com regimes hídricos elevados, como a Região Norte do Brasil; da resistência a fusariose, a murcha de verticílio e aos nematoides do gênero Meloidogyne e, do entendimento quanto ao manejo das mudas de tomateiro enxertado no transplante para o sistema hidropônico, principalmente o sistema NFT.

             

Por exemplo, para um adequado transplante ao sistema hidropônico, as mudas de tomateiro devem apresentar-se com sistema radicular bem formado, com a região do enxerto cicatrizada, com adequada profundidade de transplante no caso de sistema hidropônico em substrato e não aproximação do colo da planta ao fundo do perfil em sistema NFT, em função do excesso de umidade e da formação de raízes adventícias no enxerto, o que favorecerá a infecção da Ralstonia solanacearum. Assim, tonar-se de fundamental importância para o produtor que deseje enxertar a muda visando à produção de tomate hidropônico em regiões com incidência de Ralstonia solanacearum, escolher de forma técnica os portas-enxerto disponíveis no mercado. Sendo que atualmente estão disponíveis no mercado, os portas-enxertos ‘Guardião’, ‘Protetor’, ‘Muralha’ e ‘Magnet‘, além do porta-enxerto Shincheonggang.

Espero que este artigo tenha transmitido à importância da enxertia em hortaliças de alto valor agregado, como o tomate e até o próximo Hidrogood News.

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