A gestão do negócio hidropônico

Administrar um negócio não é uma tarefa tão simples e, na hidroponia, isso não é diferente. Aumentar a produção, administrar a colheita, comercializar, fazer a gestão da equipe… para que se obtenha sucesso em todos esses pontos o produtor rural precisa estar bem preparado, afinal, não basta apenas ter um cultivo e conhecer as melhores técnicas para produzir se não souber gerenciar toda a safra e os recursos com inteligência e bom senso, a fim de fazer o negócio render mais financeiramente.

Por exemplo, o produtor precisa saber avaliar quando é o melhor momento para investir em equipamentos e em infraestrutura. Nesse momento, dar um passo maior que a perna é comprometer as finanças e, consequentemente, todo o negócio.

Saber fazer uma gestão do negócio vai muito além disso. É preciso compreender os custos relacionados à produção (pagamento de mão de obra), aquisição de insumos, transporte das mercadorias, e ainda compreender sobre marketing – afinal é preciso divulgar e vender a produção, entender o mercado e concorrência. 

Ter todo esse conhecimento profundo é uma forma de garantir uma visão de futuro mais adequada, ajudando na análise do mercado e nas decisões que irão impactar o negócio. Mas, mesmo após já estar no controle da sua produção e da gerência do negócio, é importante ter em mente que o ideal é investir cada vez mais nessa capacidade e melhorá-la com o tempo.

Atualização e inovação

Apesar do mercado ser regido por diversos fatores que influenciam diretamente no valor final dos produtos e o produtor não ter muito poder para determinar e nem influenciar o preço final, não significa que ele não possa agir em sua própria proteção. Um exemplo disso é adotar medidas que sejam capazes de reduzir os custos da produção e apostar em uma tecnologia que consiga aumentar a produtividade e os lucros. 

Na hidroponia, a tecnologia está cada vez mais presente, seja em um maquinário mais moderno ou em equipamentos que facilitam o manejo das produções. O Sistema Hidrogood de Perfil Móvel é um exemplo disso, pois ele foi projetado para ter um número maior de plantas na mesma área e mais agilidade no manejo, fazendo colheita, reposição de mudas, higienização dos perfis tudo na mesma área da estufa o que, consequentemente, acaba elevando a produção, devido ao ganho de tempo executando esses processos.

Mas, para que o negócio seja sempre inovador, moderno e esteja a frente da concorrência, é preciso ter disposição e força de vontade para buscar a melhoria contínua e evitar acomodação.

Um outro fator que ajuda a obter um rendimento acima da média é sempre procurar motivar as pessoas que trabalham na produção. Para isso é fundamental ter ações voltadas para engajar toda a equipe. Com esse tipo de iniciativas, você mostra que valoriza o trabalho realizado e ajuda a deixá-los mais motivados.

Além disso, saber o que plantar e comercializar é outro fator importante. É muito comum vermos produções que passaram por gerações da família, mas, no entanto, é preciso lembrar que os tempos mudam e, muitas vezes, substituir essa produção ou ampliá-la a outras possibilidades, vale mais a pena. Para saber se está na hora ou não de mudar, é preciso entender se esse cultivo ainda está dando o retorno desejado ou se é possível ampliar os negócios para outros cultivos, além de analisar o mercado, estudar o tipo de cultivo que tem mais demanda atualmente, sua viabilidade para o futuro e as chances de retorno e rendimento.

Mercadoria

Um dos pontos que mais pegam os produtores é a questão da entrega dos produtos. A gestão de estoque deve ser o equilíbrio entre a oferta e a demanda e deve ser obtido através de alguns indicadores de desempenho como, por exemplo:

Giro dos estoques: Esse é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, maior será o índice de giro dos estoques.

Cobertura dos estoques: É a indicação do período de tempo que o estoque consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento, em determinado momento.

Nível de serviço ao cliente (para pronta entrega): Indica o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão. 

Então, aqui podemos concluir que o estoque dos produtos deve ser mínimo para gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. Esse estoque pode ser calculado levando em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

O transporte e entrega dos produtos também estão sujeitas a necessidades muito específicas como a perecibilidade, fragilidade e sazonalidade da colheita.

Por isso, para promover as condições ideais de armazenamento, a logística de distribuição deve dar atenção para fatores como a temperatura, umidade do ar e as embalagens utilizadas. Neste momento, caso esta tarefa esteja sendo feita pelo próprio produtor, contar com a parceria de transportadoras que oferecem soluções específicas pode fazer toda a diferença.

O marketing na gestão do negócio

Em diversos segmentos o uso do marketing é uma realidade já consolidada. No caso do agronegócio, as vantagens das estratégias de marketing podem ser diversas, afinal, ele pode ajudar não só com as vendas mas também com a interação com o consumidor, pois uma empresa que não é vista nem lembrada e que nunca se comunica com o público-alvo dificilmente conseguirá manter um crescimento das vendas em um período economicamente instável.

Todavia, o relacionamento com o cliente não consiste apenas em divulgação da marca, mas sim mostrar quais são as vantagens que ele adquire ao optar por um produto da empresa. Essa estratégia de relacionamento deve ser utilizada tanto no antes, quanto no durante e no pós-venda, pois o objetivo deve ser a fidelização.

O importante é entender que para empreender é preciso ter competência, condições e coragem. Com esses três pilares é possível obter uma produção de sucesso, com diversidade de produtos e mercadorias de qualidade. 

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